quarta-feira, 21 de março de 2012

Amor moderno

Segundo aquilo que se vê ao deambular por páginas pessoais das diferentes redes sociais (principalmente o Facebook)  hoje em dia é fácil arranjar namorado/a pela Internet. Qualquer um/uma procura alguém que lhe interesse (através das fotografias de perfil e até pela informação disponibilizada pela outra pessoa) e depois de a adicionar, começa a falar com ela e enfim, o que vier dependerá muito da mentalidade da pessoa escolhida.

Pessoalmente acho isto de pessoas tristes, pois só procuram algo assim porque na vida real não têm capacidade de manter amizades e relações fixas e, inclusive, já tive a infelicidade de conhecer pessoas assim que, enquanto esperam manter a "cara metade" na ignorância, saltam a cerca quantas vezes quiserem, com quem quiserem. Que nem a imagem abaixo...
É esta a chamada Nova Geração? Que me desculpem as mães e pais que têm filhos assim, mas eu não quero que os meus futuros filhos se portem desta forma...

(Retirado da página do Facebook: Movimento Anti-Pitas)

terça-feira, 20 de março de 2012

Vale de 1€



Aproveito este espacinho para perguntar: alguém quer um VALE DE 1€ em qualquer coloração em ESPUMA BELLADY com validade até 30/06/2012?
Eu ganhei-o juntamente com uma amostra de máscara da Pantene, como não o vou utilizar, se alguém estiver interessada que me contacte pelo e-mail aqui partilhado, caso contrário possivelmente irá passar de validade e irá para o lixo. 

Música do dia

Lighters -  Eminem feat. Bruno Mars

Regras para um cavalheiro


Lindo!!

Primeira vez na blogosfera

É a primeira vez que crio um blog e o tento manter durante algum tempo. Já tinha criado dois anteriormente mas só agora é que me empenho em escrever coisas ditas "interessantes" (eu bem tento!) e partilhar opiniões.
Portanto, há muita coisa que não percebo e nem sabia que se poderia fazer neste vasto mundo de blogs, mas estou a achá-lo interessante.
É o que dá ter tempo a mais para aproveitar!



Primeiro dia de Primavera

Acordo ortográfico

Ontem encontrei algo enquanto andava pela internet, não sei quem foi o seu criador mas é bem engraçado. A frase:

O cágado está de facto na praia

escrita com o acordo ortográfico fica:

O cagado esta de fato na praia.

(E agora como explicar isto às crianças? Ah, pois é!)




"Certo dia, o professor de voo perguntou-lhe: [ao aprendiz de aviador] 
«Você está dentro de um avião a voar, vem uma tempestade e inutiliza-lhe o motor.  Que há-de você fazer?» 
O aluno responde: «Continuo a voar com o outro motor.» 
«Bem», disse o professor, «mas vem outra tempestade e deixa-o ficar sem esse motor também.  Como resolve você então as coisas?» 
«Continuando com outro motor.» 
«Mas mais uma tempestade vem e destrói-lho.  E agora?» 
«Continuo com outro motor.» 
«Vamos lá», impacienta-se o professor, «pode saber-se onde vai você buscar tantos motores?» 
E o aluno imperturbável: «Ao mesmo sítio de onde o senhor tira tantas tempestades.» "


História transcrita do livro: Ética para amador de Fernando Savater

segunda-feira, 19 de março de 2012

As (más) condições dos jardins zoológicos


É este e este tipo de notícias que me faz pensar: não será melhor acabar-se com os jardins zoológicos pelo mundo? Eu adoro animais e reconheço que ver espécies perto de mim, que de outra forma não iria conseguir ver, é uma honra e um enorme prazer, mas cada vez mais as pessoas não têm condições financeiras (para não falar outras) para ter os animais e tratar deles. Nesse caso, por gostar deles, e sei que muitas outras pessoas também gostam, nomeadamente aquelas que os vão visitar, porque não acabam logo com os Zoo's e deixam os animais viver bem no seu habitat natural? Para tê-los a viver mal e a levar uma vida de sofrimento (maus tratos, fome, pouco espaço) mais vale que não os tenham.
Afinal, é como se costuma dizer: "se o amas, deixa-o livre".

Os pardais são animais bastante inteligentes



Um dia comecei a dar pão aos pardais que têm ninho no quintal que fica à frente do meu prédio (virado para a cidade) e a chamá-los com um assobio. Acontece que após algum tempo passaram a habituar-se a cada vez que se abria uma das janelas viradas para o quintal, os pardais vinham pousar nos ferros à frente ou, no caso, na antena bem por baixo da janela do meu quarto à espera de pão (e quando assobiava já sabiam que era para comer então chegavam a vir 20 pardais ou mais).
Desde que fui para a Universidade, deixei de lhes dar pão e a chamá-los, os vizinhos começaram também então a alimentá-los. Mas cada vez que assobio, vêm pousar nos ferros à espera de comida.
Além de serem muito espertos, também são interesseiros. Adoro estes pequenotes, há dias em que fico a vê-los da janela a  banharem-se na terra e a picar o chão à procura de miolos. São lindos. :)

Amor leva à distância


As vezes temos que nos afastar das pessoas, ou porque amamos sem sermos correspondidos, ou porque nos amam sem correspondência nossa. Que me desculpem todos de quem me afastei.

domingo, 18 de março de 2012


"A culpa não foi sua por não ter dado certo, a culpa foi minha. Por achar que você ia dar conta do recado… Homenzinhos não sabem lidar com mulherões."

Tati Bernardi

Eu diria melhor, não homenzinhos e sim, rapazitos. Alguém que faz porcaria com uma mulher e, principalmente, com o coração dela, não é homem, decerto.

"Sou quebra-cabeça de 500 mil peças, quem não tiver capacidade, tenta um jogo mais fácil. Eu supero e agradeço."

Tati Bernardi

Música do dia

PS I'm still not over you - Rihanna

Algumas poesias eróticas de Martha Medeiros

(A quem se perguntar porque é que estas poesias são todas eróticas, não, não é obsessão, simplesmente foram todas retiradas do mesmo site que encontrei na Internet, enquanto pesquisava poesia. São lindas! De qualquer forma...)



"Foi um beijo... "
foi um beijo onde não importava a boca
só tuas mãos quentes me apertando pelas costas
nada estava acontecendo na minha frente
e a ansiedade que havia não era pouca
teus dedos perguntavam pra minha blusa
se meu corpo acolheria um delinqüente
descoladas as línguas um instante
minha resposta saiu um tanto rouca



"Minha boca..."

minha boca
é pouca
pro desejo
que anda à solta



"Bicho papão"

bicho papão
viu moça em flor
e papoula



"Sou uma gata..."
sou uma gata
que cruza
outros gatos
na rua

quem vê gata
assanhada
logo fica
engatado



"Nem velas nem molho branco"

nem velas nem molho branco
hoje nosso jantar
acontece por baixo da mesa

desfias minhas pernas de seda
teu beijo promete mais tarde

jogo a toalha de renda no chão
me rendo

reprodução da obra Os Amantes (Les amants) de René Magritte

O amor e a morte

Canção cruel 

Corpo de ânsia. 
Eu sonhei que te prostava, 
E te enleava 
Aos meus músculos! 

Olhos de êxtase, 
Eu sonhei que em vós bebia 
Melancolia 
De há séculos! 

Boca sôfrega, 
Rosa brava 
Eu sonhei que te esfolhava 
Petala a pétala! 

Seios rígidos, 
Eu sonhei que vos mordia 
Até que sentia 
Vómitos! 

Ventre de mármore, 
Eu sonhei que te sugava, 
E esgotava 
Como a um cálice! 

Pernas de estátua, 
Eu sonhei que vos abria, 
Na fantasia, 
Como pórticos! 

Pés de sílfide, 
Eu sonhei que vos queimava 
Na lava 
Destas mãos ávidas! 

Corpo de ânsia, 
Flor de volúpia sem lei! 
Não te apagues, sonho! mata-me 
Como eu sonhei.

José Régio

O amor, quando se revela

"O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar. 
Sabe bem olhar p'ra ela, 
Mas não lhe sabe falar. 

Quem quer dizer o que sente 
Não sabe o que há de dizer. 
Fala: parece que mente 
Cala: parece esquecer 

Ah, mas se ela adivinhasse, 
Se pudesse ouvir o olhar, 
E se um olhar lhe bastasse 
Pra saber que a estão a amar! 
Mas quem sente muito, cala; 
Quem quer dizer quanto sente 
Fica sem alma nem fala, 
Fica só, inteiramente! 

Mas se isto puder contar-lhe 
O que não lhe ouso contar, 
Já não terei que falar-lhe 
Porque lhe estou a falar..."

Fernando Pessoa

sábado, 17 de março de 2012

Carta a professores, alunos, pais, governantes, cidadãos e quaisquer outros que possam sentir-se tocados e identificados.

Encontrei este texto noutro blog (sigam a hiperligação abaixo) e achei que seria bom partilhá-lo pois é um testemunho que vale a pena ler.


"As reformas na educação estão na boca do mundo há mais anos do que os que conseguimos recordar, chegando ao ponto de nem sabermos como começaram nem de onde vieram. Confessando, sou apenas uma das que passaram das aulas de uma hora para as aulas de noventa minutos e achei aquilo um disparate total. Tirava-nos intervalos, tirava-nos momentos de caçadinhas e de saltar à corda e obrigava-nos a estar mais tempo sentados a ouvir sobre reis, rios, palavras estrangeiras e números primos.

Depois veio o secundário e deixámos de ter “folgas” porque passou a haver professores que tinham que substituir os que faltavam e nós ficávamos tristes. Não era porque não queríamos aprender, era porque as “aulas de substituição” nos cansavam mais do que as outras. Os professores não nos conheciam, abusávamos deles e era como voltar ao zero.
Eu era pequenina. E nunca me passou pela cabeça pensar no lado dos professores.Até ao dia 1 de Março.

Foi o culminar de tudo. Durante semanas e semanas ouvi a minha mãe, uma das melhores professoras de Inglês que conheci,  o meu pilar, a minha luz, a minha companhia, a encher a boca séria com a palavra depressão. A seguir vinham os tremores, as preocupações, as queixas de pais, as crianças a quem não conseguimos chamar crianças porque são tão indisciplinadas que parece que lhes falta a meninice. Acreditem ou não, há pais que não sabem o que estão a criar. Como dizia um amigo meu: “Antigamente, fazíamos asneiras na escola e quando chegávamos a casa levávamos uma chapada do pai ou da mãe. Hoje, os miúdos fazem asneiras e os pais vão à escola para dar a dita chapada nos professores”. Sim, nos professores. Aqueles que tomam conta de tantos filhos cujos pais não têm tempo nem paciência para os educar. Sim, os professores que fazem de nós adultos competentes, formados, civilizados. Ou faziam, porque agora não conseguem.

A minha mãe levou a maior chapada de todas e não resistiu. Desculpem o dramatismo mas a escola, o sistema educativo, a educação especial, a educação sexual, as provas de aferição e toda aquela enormidade de coisas que não consigo sequer enumerar levaram deste mundo uma das melhores pessoas que por cá andaram. E revolta-me não conseguir fazer-lhe justiça.

Professores e responsáveis pela educação, espero que leiam isto e acordem, revoltem-se, manifestem-se (ainda mais) mas, sobretudo e acima de qualquer outra coisa, conversem e ajudem-se uns aos outros. Levem a história da minha mãe para as bocas do mundo, para as conversas na sala dos professores e nos intervalos, a história de uma mulher maravilhosa que se suicidou não por causa de uma vida instável, não por causa de uma família desestruturada, não por dificuldades económicas, não por desgostos amorosos mas por causa de um trabalho que amava, ao qual se dedicou de alma e coração durante 36 anos.  

De todos os problemas que a minha mãe teve no trabalho desde que me conheço (todos os temos, todos os conhecemos), nunca ouvi a palavra “incapaz” sair da boca dela. Nunca a vi tão indefesa, nunca a conheci como desistente, nunca pensei ouvir “ando a enganar-me a mim mesma e não sei ser professora”. Mas era verdade. Ela soube. Ela foi. Ela ensinou centenas de crianças, ela riu, ela fez o pino no meio da sala de aulas, ela escreveu em quadros a giz e depois em quadros electrónicos. Ela aprendeu as novas tecnologias. O que ela não aprendeu foi a suportar a carga imensa e descabida que lhe puseram sobre os ombros sem sentido rigorosamente nenhum. Eu, pelo menos, não o consigo ver.

E, assim, me manifesto contra toda esta gentinha que desvaloriza os professores mais velhos, que os destrói e os obriga a adaptarem-se a uma realidade que nunca conheceram. E tudo isto de um momento para o outro, sem qualquer tipo de preparação ou ajuda.

Esta, sim, é a minha maneira de me revoltar contra aquilo que a minha mãe não teve forças para combater. Quem me dera ter conseguido aliviá-la, tirar-lhe aquela carga estupidamente pesada e que ninguém, a não ser quem a vive, compreende. Eu vivi através dela e nunca cheguei a compreender. Professores, ajudem-se. Conversem. E, acima de tudo, não deixem que a educação seja um fardo em vez de ser a profissão que vocês escolheram com tanto amor.
Pensem no amor. E, com ele, honrem a vida maravilhosa que a minha mãe teve, até não poder mais."

Sara Fidalgo


retirado daqui

Bom dia, alegria

Hoje o dia não está lá muito feliz, mas de qualquer forma sempre dá tempo e disponibilidade para um passeiozito pela serra, a ver paisagens, ouvir passarinhos a cantar, ver cabritas a pastar, enfim... Pode parecer estúpido, mas adoro dias assim ...e ainda mais aproveitá-los para dar um giro pelo campo e pela serra.
Adoro!




Parque Natural da Serra de S. Mamede

Nenhuma destas fotografias foi tirada hoje, e poderia pôr mais mas ficará para outros posts, de qualquer forma penso que dá para perceber a beleza do parque, mesmo em dias de chuva. 

sexta-feira, 16 de março de 2012



Hoje acordei cedo.
Uma amiga decidiu ligar-me às 8:30 h da manhã para a ajudar com uns trabalhos e lhe fazer companhia enquanto ia para o estágio. Não é que me queixe, pelo contrário, eu adoro acordar cedo, simplesmente desde que tenho estado mais tempo em casa e com pouco para fazer tenho tido mais preguiça e pouco ou nada tenho feito, então acabo por dormir até tarde e nunca, por mais que tente, consigo madrugar.
Para além de que, tenho passado as noites em branco, não por preocupações do futuro, mas sim lembrança do passado e saudade... Têm-me vindo muitas coisas à memória. Coisas que aconteceram quando era pequena e me marcaram para sempre, coisas que eu fiz e que me arrependo, coisas que não fiz e que me arrependo também, saudades de quem já foi meu amigo, etc etc....
Não sei porque é que agora é que vieram estes "fantasmas" do passado, mas depois não admira que passe os dias melancólica.

Pedaços de mim

Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos

Sou feito de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão

Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci

Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante

Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas

Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir, para não enfrentar
sorri para não chorar

Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei

Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.

Martha Medeiros


Penso que este poema decerto servirá para descrever a vida de muitos de nós... inclusive a minha pois revejo-me bastante nele.

O contrário do amor

"O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.


O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.


Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.


Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Óscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.


Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto."

Martha Medeiros

quinta-feira, 15 de março de 2012

Esquecer

Por vezes gostava que todos os problemas no mundo desaparecessem pelo simples facto de não pensarmos neles. Ignorássemos tudo aquilo que de mal nos acontece, a nós e aos outros e nos esquecêssemos que há maldade, injustiças, ofensas e mágoas que duram a vida toda.
Era tão bom que viver pudesse ser assim e não tivéssemos que crescer nunca...

"Melancolía" - Edvard Munch

"Beleza Colorida"


"Glória a Deus pelas coisas matizadas -
Pelo firmamento de cores combinadas como uma vaca malhada;
Pelos sinais rosados, pontilhados, das trutas nadando;
Pela queda das folhas amarelas de castanheiros;
Pelas asas dos tentilhões;
Pelas terras divididas e unidas - onduladas, alouradas e lavradas;
E todos os ofícios, os seus aparelhos e apetrechos preparando..."

Gerard Manley Hopkins

quarta-feira, 14 de março de 2012

Despedida

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,

seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, 
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.


A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.


A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos. 
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, 
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…


Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. 
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, 
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual 
a gente se apega. Faz parte de nós. 
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, 
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente, 
e que só com muito esforço é possível alforriar.


É uma dor mais amena, quase imperceptível. 
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde. 
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos 
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por 
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, 
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.


Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. 
É o arremate de uma história que terminou, 
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente… 
E só então a gente poderá amar, de novo.


Martha Medeiros

Por que você ama quem você ama?



Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não tem a maior vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte para mim.

Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar (ou quase). Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém. Com um currículo desse, criatura, por que diabo está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito do amor da sua vida!

Martha Medeiros

Coração

Porque é que quando nos sentimos triste ou com saudade sentimos um aperto e um vazio no peito?
Não era suposto o coração só servir para bombear sangue para o resto do corpo? Odeio esse sentimento...
Pensar no que passou e no que não passaria se a vida não tivesse corrido como correu. Que vazio...

domingo, 11 de março de 2012

Música do dia


Cláudia Leite - Pensando em você



Tava satisfeita em te ter como amigo
Mas o que será que aconteceu comigo?
Aonde foi que eu errei?
Ás vezes me pergunto se eu não entendi errado
Grande amizade como estar apaixonado
Se for só isso logo vai passar
Mas quando toca o telefone será você
O que estiver fazendo eu paro de fazer
Se fica muito tempo sem me ligar
Arranjo uma desculpa pra te procurar
Que tola, mas eu não consigo evitar

Porque eu só vivo pensando em você
E é sem querer
Você não sai da minha cabeça mais
Eu só vivo acordada a sonhar
Imaginar nós dois
Ás vezes penso ser um sonho impossível, uma ilusão terrível
Será?
Hoje eu pedi tanto em oração
Que as portas do seu coração
Se abrissem pra eu te conquistar
Mas que seja feita a vontade de Deus
E se ele quiser, então não importa quando, onde, como eu vou ter seu coração

Eu faço tudo pra chamar sua atenção
De vez enquanto eu meto os pés pelas mãos
Engulo a seco o ciúme
Quando outra apaixonada quer tirar de mim sua atenção
Coração apaixonado é bobo
Sorriso seu ele derrete todo
O teu charme, teu olhar, tua fala mansa me faz delirar
Mas quanta coisa aconteceu e foi dita
Qualquer mínimo detalhe era pista
Coisas que ficaram para trás
Coisas que você nem lembra mais
Mas eu guardo tudo aqui no meu peito
Tanto tempo estudando teu jeito
Tanto tempo esperando uma chance
Sonho tanto com esse romance
Que tola, mas eu não consigo evitar

Por que eu só vivo pensando em você
E é sem querer
Você não sai da minha cabeça mais
Eu só vivo acordada a sonhar
Imaginar nós dois
Ás vezes penso ser um sonho impossível, uma ilusão terrível
Será?
Hoje eu pedi tanto em oração
Que as portas do seu coração
Se abrissem pra eu te conquistar
Mas que seja feita a vontade de Deus
E se ele quiser, então não importa quando, onde, como eu vou ter seu coração.

O dia que eu não te esqueci.

”(…) porque a vontade de te ter a meu lado, mesmo antes de sequer te conhecer, me fez ficar louca e sentir ciúme de qualquer coisa em que tocasses (…).

A minha cabeça fica cada vez mais confusa, dou por mim a chorar com aquela que - na verdade - nunca foi a tua partida (nunca estiveste aqui) e a sorrir cada vez que me lembro do que me fizeste sentir. 
Espero que passe rapidamente. (…) o medo da tua resposta, ou pior, do teu desprezo.
Estou, estupidamente a escrever a maior merda; nunca soube escrever a ninguém, pelo menos nunca a entregar as minhas pobres palavras a alguém (…).
As pessoas falam comigo e é como se eu estivesse no teu mundo, apenas sorrio. (…) “Estás bem? Fica com o meu lenço.” (…)
(…)
Desculpa, afastei-me de ti por momentos mas juro-te que nem por um segundo saiste do meu pensamento.
(…)
Queria ter-te, queria tanto ter-te.
Tenho medo, tenho muito medo.
Excerto in “O dia que eu não te esqueci” (7312), Dora Pereira Carrilho 


daqui