quarta-feira, 31 de julho de 2013

Romantismo

Onde está o romantismo nas palavras escritas hoje em dia? É tudo tão supérfluo, tão decadente... Não sei se sou eu que estou habituada à escrita de antigamente, se apenas não me integro bem com a vida actual.

(Como adoro romances clássicos... Têm uma vida tão melhor que a de agora!)

Olhar


por falar em educação...

... cá está uma senhora que não sabe o que isso é.
Moral da história: o dinheiro não traz educação (nem boas maneiras)

in Expresso (revista). 

Conselho à sociedade

Antes de ir, gostaria de deixar um conselho (que eu considero da extrema importância) a uma fracção da sociedade. Como eu não consigo especificar a que fracção se destina, pedia aos leitores que tentassem reflectir acerca destas práticas no vosso dia-a-dia e que, sensatamente, as aplicassem, caso sintam necessidade disso. O meu objectivo não é ser arrogante, nem mal educada, mas como eu já fiz isto anteriormente (e acho da máxima importância para o relacionamento interpessoal) é algo que aconselho mesmo.

Ponto 1 - Pesquisar no google "Manual de Etiqueta"
Ponto 2 - Escolher os sites com a melhor informação
Ponto 3 - Ler
Ponto 4 - Pôr em prática
Ponto 5 - Porra, obrigada!

Volto a repetir: não quero com isto fazer uma crítica à sociedade (vá, quero, mas não é a toda). Quero apenas que seja facilitada a comunicação entre as pessoas. Acho que há quem se esqueça o que significa respeito, e quem se esqueça facilmente que palavras pequenas como "se faz favor" e "obrigado/a" podem fazer uma grande diferença na vida de alguém. Fora o resto...

terça-feira, 30 de julho de 2013

"Apesar de tudo, ainda acredito que todas as pessoas têm bom coração
  Anne Frank


Já há muitos anos li o Diário de Anne Frank. Lembro-me vagamente de como era muito falado na altura. Nunca percebi foi o porquê até o ler. O livro era um diário real de uma menina jovem cuja família (e ela incluída) depois de se terem escondido, acabaram por ir para campos de concentração e, se não estou enganada, foram todos mortos (pois eram judeus).
Acho importante a partilha porque custa a acreditar como é que uma menina que sofreu tanto na vida, e morreu jovem, ainda conseguisse aceitar a bondade nas outras pessoas (e muitas delas contribuíram para a destruição de muitas vidas).
Eu fiquei muito tocada e emocionada quando li o livro, de tal forma, que prometi a mim mesma que nunca mais o iria reler. Mas aconselho plenamente. É uma forma de ver o mundo bastante tocante.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Simon's cat


Para quem gosta de animais, principalmente de gatos, irá interessar-se por este cartoon do youtube "Simon's cat". Acreditem, os vídeos são curtos, mas a meu ver, valem bem a pena!

terça-feira, 23 de julho de 2013

Significado dos sonhos

Habitualmente costumo sonhar com pessoas mortas. Hoje, para ser uma noite diferente, sonhei com pessoas mortas. E animais mortos. Não me lembro de tudo, mas antes de acordar, lembro-me de ter visto uma vaca que estava a morrer. Mas como se assustou com um bicho morto qualquer (que entretanto se mexeu), foi morrer para outro lado.
É. As minhas noites são sempre muito interessantes. Tenho que passar a levar pipocas para pôr na mesa de cabeceira.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

País

Sei que estou a ficar maluca quando me rio sozinha ao ouvir o Paulo Portas nas notícias da rádio a falar... palavras para quê?

Desolée!

Estou desolada... está bem que não vinha cá há algum tempo, mas começo a sentir saudades de alguns blogues que seguia e deixei de os ver. O que aconteceu à Olívia Palito e ao seu blogue? Procurei-a já pelo Google e não a encontrei... Enfim, se me estiveres a ler: dá sinais de vida, mulher!

Do verdadeiro amor ou "Sex and the City - season 6"

No último episódio da série houve algo que me fez espécie (como por certas terras se costuma dizer): quando a Carrie acaba tudo com o Alexandr, ela diz-lhe que anda à procura de amor que dure, daquele "preciso de ti, tu precisas de mim",... meloso (no fundo era isso que ela quereria dizer, parece-me). Por isso é que termina tudo com ele.
Só que fico a pensar quem é que hoje em dia quer e acredita nesse tipo de amor, na vida real? Falando por experiência própria, não acredito que actualmente queiramos ter ao lado uma pessoa melga e desejamos ser a melga de alguém. Cada um tem a sua própria vida e individualidade e é preciso respeitarmos isso.
No geral, posso afirmar que sou uma pessoa romântica, mas ainda assim, nem eu acredito que no final da nossa vida acabemos casando com o príncipe encantado. Todos são diferentes e se tivermos mesmo muita sorte acabamos cansando com alguém que nos aceite e nos ame, não alguém com quem sonhámos a vida toda. E por muito estranho que seja admiti-lo, esta é a realidade.
É por estas e por outras que acho certas séries/livros/filmes um autêntico engano para pessoas facilmente enganáveis.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

;Manif! Por um país melhor!!

Estava a pensar em manifestar-me publicamente relativamente a esta conjuntura política que tem vindo a acontecer no país... será que deva levar a lingerie preta ou a vermelha? Hum...

De volta à escrita

Quase há um ano que não venho cá. São os afazeres que me obrigam.
Mas finalmente de férias (e que merecidas férias!).


domingo, 23 de junho de 2013

Se há coisa pior que haver quem nos magoe é haver gente que adoramos que nos magoe. É a pior mágoa que pode existir...

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Exames

Quanto mais estudo, mais notas baixas tenho. Quanto menos estudo, notas mais altas tenho. Enfim...

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Ortografia

Bem, eu sei que não escondo que não sou a favor do novo acordo ortográfico, mas o facto de nunca ter sequer lido nenhuma das regras obrigatórias, fez com que haja formas de escrita de certas palavras que me causam confusão. Uma delas é a escrita de "pelo" em vez de "pêlo". Não sei porquê, mas sinto que não haveria acordo ortográfico nenhum que tivesse o "direito" de a mudar. Parece-me esquisito. E ainda continuo a escrever com a grafia anterior "pêlo".

(Sim, os meus assuntos andam a ficar cada vez mais interessantes...)

terça-feira, 11 de junho de 2013

Emoção e sentimento

"Na certeza, porém, de que emoção e sentimento são a voz do organismo que deve ser escutada e não simplesmente silenciada como elemento perturbador. A razão não deve procurar suprimir as respostas emocionais mas deve ajudar a modulá-las e a adaptá-las às circunstâncias." (daqui)

Penso que a chave central do que é partilhado aqui encontra-se nesta última frase. De facto, não vale a pena a razão tentar fugir à emoção, ou tentar suprimi-la, pois são as duas necessárias à nossa sobrevivência. O importante aqui é que as emoções se adaptem às circunstâncias. 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Não podia o blogue estar mais abandonado... mas em época de exames vale tudo!

Aproveitem as férias, já que eu não posso.....

sábado, 18 de maio de 2013


"Se ao menos soubesses tudo o que eu não disse

ou se ao menos me desses as mãos como quem beija
e não partisses, assim, empurrando o vento
com o coração aflito, sufocado de segredos;
se ao menos percebesses que eram nossos
todos os bancos de todos os jardins;
se ao menos guardasses nos teus gestos essa bandeira de lirismo
que ambos empunhamos na cidade clandestina
Quando as manhãs cheiravam a óleo e a flores
e o inverno espreitava ainda nas esquinas como uma criança tremendo;
se ao menos tivesses levado as minhas mãos para tocar os teus dedos
para guardar o teu corpo;
se ao menos tivesses quebrado o riso frio dos espelhos
onde o teu rosto se esconde no meu rosto
e a minha boca lembra a tua despedida,
talvez que, hoje, meu amor, eu pudesse esquecer
essa cor perdida nos teus olhos."

Joaquim Pessoa

sexta-feira, 17 de maio de 2013

as ironias do acaso


Que mil macacos me mordam se o próprio acaso não tem às vezes um certo sentido de humor negro. Para que conste: eu própria ao ler um artigo no site da visão encontrei estas duas notícias relacionadas aqui apresentadas.
Nem sei se ria, se que faça.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Blogosfera

O quanto eu gosto de andar por um blog e por outro a ler recomendações de bons livros. Sério. Gosto.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

"Ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro"

Deparando-me com imensas coisas pela Internet e vendo a informação acerca dos novos livros que aparecem hoje em dia, penso de mim para mim: não haverão escritores a mais no nosso país? "Toda a gente" escreve, está visto. Cada um com seu jeito, cada um sobre aquilo que mais gosta. Cada um tem os seus seguidores e os seus críticos. Mas não estamos a tornar-nos num país em que existe mais quem escreva do que quem leia? eu particularmente já li livros que me agradaram e não foram escritos pelos grandes génios do passado, mas de qualquer das formas, ainda que seja algo positivo, acho que o caminho não poderá nem deverá ser esse, por um único motivo: quanto mais escritores existirem, menos se irão destacar.

domingo, 12 de maio de 2013

Amo-te

"Talvez não seja próprio vir aqui, para as páginas deste livro, dizer que te amo. Não creio que os leitores deste livro procurem informações como esta. No mundo, há mais uma pessoa que ama. Qual a relevância dessa notícia? À sombra do guarda-sol ou de um pinheiro de piqueniques, os leitores não deverão impressionar-se demasiado com isso. Depois de lerem estas palavras, os seus pensamentos instantâneos poderão diluir-se com um olhar em volta. Para eles, este texto será como iniciais escritas por adolescentes na areia, a onda que chega para cobri-las e apagá-las. E possível que, perante esta longa afirmação, alguns desses leitores se indignem e que escrevam cartas de protesto, que reclamem junto da editora. Dou-lhes, desde já, toda a razão.
Eu sei. Talvez não seja próprio vir aqui dizer aquilo que, de modo mais ecológico, te posso afirmar ao vivo, por email, por comentário do facebook ou mensagem de telemóvel, mas é tão bom acreditar, transporta tanta paz. Tu sabes. Extasio-me perante este agora e deixo que a sua imensidão me transcenda, não a tento contrariar ou reduzir a qualquer coisa explicável, que tenha cabimento nas palavras, nestas pobres palavras. Em vez disso, desfruto-a, sorrio-lhe. Não estou aqui com a expectativa de ser entendido. Eu próprio procuro ainda essa compreensão. Estou aqui apenas com o meu rosto, o meu olhar parado, a minha figura. Tudo aquilo que tenho para dizer está por detrás dessa imagem. Hoje, esse é o alfabeto com que realmente escrevo, o significado. Escrevo também com uma grande quantidade de elementos invisíveis, que chegam à pele e a atravessam. É dessa forma que sinto aquilo que tenho para dizer, pele e para lá da pele.

Os teus pais vão ler estas palavras, que embaraçoso. A minha mãe, as minhas irmãs e as minhas sobrinhas vão ler estas palavras e vão pensar: passou-se. Consigo imaginar todas essas reacções, mas não consigo evitar que este texto continue a dizer que te amo. Sei que os outros apenas nos poderão ver com os seus próprios olhos. Para eles, seremos qualquer memória, qualquer impressão, um reflexo daquilo que eles próprios sabem, personagens de uma espécie de telenovela. A grande diferença é que nós somos nós e temos este agora imenso, este verbo no presente. Talvez fosse mais confortável, se dispusesse de um verbo mais sofisticado, menos gasto: liquefazer, maturar, discernir. Um tempo verbal mais complexo: se eu te tivesse liquefeito, se eu te tivesse maturado, se eu te tivesse discernido. Talvez. Nunca saberei porque aquilo que tenho para dizer é este verbo, este presente do indicativo de escola primária.
Na sua simplicidade, encandeia e, no entanto, diz tão pouco. Mesmo tentando, transmito-lhes pouco ao informá-los que te amo. Não ficam a saber mais do que se lhes dissesse que me alimento, respiro, existo. E não podem sequer ter a certeza de que eu dependa dessas necessidades vitais. Talvez seja melhor assim, continuem debaixo do guarda-sol, do pinheiro de piqueniques, olhem em volta, virem a página. Talvez seja preferível que a imensidão deste momento não os perturbe, que se mantenha onde está, invisível e tão concreta nas cores da paisagem, nomeada por estas palavras que não a dizem e que, no entanto, existem, impressas, pouco ecológicas e, ainda assim, feitas de uma natureza única, a natureza, que nasce da terra, que se estende no céu, sol, lua, oceano, montanhas, que determina o dia e a noite, a passagem das estações, a idade, e que está contida numa só palavra, num só verbo, que abrigo no meu rosto, que é transparente no meu olhar e que agora, aqui, nas páginas deste livro, preciso de dizer. Talvez não seja próprio dizê-lo aqui, mas talvez seja ainda menos próprio escrevê-lo em todas as paredes da cidade, esculpir precipícios com essa verdade ou rasgar o peito com uma faca e, com a ponta dessa mesma faca, gravá-lo dentro de mim, em sulcos profundos, com o tamanho deste agora."

José Luís Peixoto

domingo, 5 de maio de 2013

"Mr Bentley, o enraba passarinhos"

Os meus parabéns à sra escritora Ágata Ramos Simões que sem esperar viu o seu livro a transformar-se num best seller, odiado ou amado, mas viu...
Parabéns!
Eu não li, mas ainda talvez o poderei ler...

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Depois que um beijo me deste - Camané (letra)

Outros amores já tiveste
Maiores talvez do que este
Mas uma coisa eu sei bem
Depois que um beijo me deste
Todos os outros esqueceste
E a quem os deste também

Um dia, p’ra me esquecer
Amarás outro qualquer
Mas teu mal não terá fim
Podes amar quem quiseres
Que em cada beijo que deres
Hás-de lembrar-te de mim

Aos outros a quem amares
É melhor beijos não dares
P’ra não sofreres o castigo
De em mim nem sequer pensares
Mas sentires, quando os beijares
Que os atraiçoas comigo



[Letra: Maria Margarida Castro]
[Música: Frederico de Brito (Fado da Azenha)]


Estou a ouvir várias músicas do Camané e não pude deixar de partilhar esta, pois tem uma letra lindíssima!

Música do dia - Fado


Triste sorte - Camané


"Ando na vida à procura 
De uma noite menos escura 
Que traga luar do céu 
De uma noite menos fria 
Em que não sinta agonia 
De um dia a mais que morreu


Vou cantando amargurado 
Vou de um fado a outro fado 
Que fale de um fado meu 
Meu destino assim cantado 
Jamais pode ser mudado 
Porque do fado sou eu


Ser fadista é triste sorte 
Que nos faz pensar na morte 
E em tudo o que em nós morreu 
Andar na vida à procura 
De uma noite menos escura 
Que traga luar do céu"


Espelha um pouco a minha vida, porque embora com dias de sol, nunca foi propriamente a coisa mais feliz do mundo. 

Seduction


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Back for life - snob things

Sabemos que tudo está mal quando a nossa mãe nos goza por usarmos cuecas "grandes" e nos diz para comprar cuecas de renda. Pergunto-me se ela quer que eu ande nua para as mostrar....