domingo, 18 de março de 2012

Música do dia

PS I'm still not over you - Rihanna

Algumas poesias eróticas de Martha Medeiros

(A quem se perguntar porque é que estas poesias são todas eróticas, não, não é obsessão, simplesmente foram todas retiradas do mesmo site que encontrei na Internet, enquanto pesquisava poesia. São lindas! De qualquer forma...)



"Foi um beijo... "
foi um beijo onde não importava a boca
só tuas mãos quentes me apertando pelas costas
nada estava acontecendo na minha frente
e a ansiedade que havia não era pouca
teus dedos perguntavam pra minha blusa
se meu corpo acolheria um delinqüente
descoladas as línguas um instante
minha resposta saiu um tanto rouca



"Minha boca..."

minha boca
é pouca
pro desejo
que anda à solta



"Bicho papão"

bicho papão
viu moça em flor
e papoula



"Sou uma gata..."
sou uma gata
que cruza
outros gatos
na rua

quem vê gata
assanhada
logo fica
engatado



"Nem velas nem molho branco"

nem velas nem molho branco
hoje nosso jantar
acontece por baixo da mesa

desfias minhas pernas de seda
teu beijo promete mais tarde

jogo a toalha de renda no chão
me rendo

reprodução da obra Os Amantes (Les amants) de René Magritte

O amor e a morte

Canção cruel 

Corpo de ânsia. 
Eu sonhei que te prostava, 
E te enleava 
Aos meus músculos! 

Olhos de êxtase, 
Eu sonhei que em vós bebia 
Melancolia 
De há séculos! 

Boca sôfrega, 
Rosa brava 
Eu sonhei que te esfolhava 
Petala a pétala! 

Seios rígidos, 
Eu sonhei que vos mordia 
Até que sentia 
Vómitos! 

Ventre de mármore, 
Eu sonhei que te sugava, 
E esgotava 
Como a um cálice! 

Pernas de estátua, 
Eu sonhei que vos abria, 
Na fantasia, 
Como pórticos! 

Pés de sílfide, 
Eu sonhei que vos queimava 
Na lava 
Destas mãos ávidas! 

Corpo de ânsia, 
Flor de volúpia sem lei! 
Não te apagues, sonho! mata-me 
Como eu sonhei.

José Régio

O amor, quando se revela

"O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar. 
Sabe bem olhar p'ra ela, 
Mas não lhe sabe falar. 

Quem quer dizer o que sente 
Não sabe o que há de dizer. 
Fala: parece que mente 
Cala: parece esquecer 

Ah, mas se ela adivinhasse, 
Se pudesse ouvir o olhar, 
E se um olhar lhe bastasse 
Pra saber que a estão a amar! 
Mas quem sente muito, cala; 
Quem quer dizer quanto sente 
Fica sem alma nem fala, 
Fica só, inteiramente! 

Mas se isto puder contar-lhe 
O que não lhe ouso contar, 
Já não terei que falar-lhe 
Porque lhe estou a falar..."

Fernando Pessoa

sábado, 17 de março de 2012

Carta a professores, alunos, pais, governantes, cidadãos e quaisquer outros que possam sentir-se tocados e identificados.

Encontrei este texto noutro blog (sigam a hiperligação abaixo) e achei que seria bom partilhá-lo pois é um testemunho que vale a pena ler.


"As reformas na educação estão na boca do mundo há mais anos do que os que conseguimos recordar, chegando ao ponto de nem sabermos como começaram nem de onde vieram. Confessando, sou apenas uma das que passaram das aulas de uma hora para as aulas de noventa minutos e achei aquilo um disparate total. Tirava-nos intervalos, tirava-nos momentos de caçadinhas e de saltar à corda e obrigava-nos a estar mais tempo sentados a ouvir sobre reis, rios, palavras estrangeiras e números primos.

Depois veio o secundário e deixámos de ter “folgas” porque passou a haver professores que tinham que substituir os que faltavam e nós ficávamos tristes. Não era porque não queríamos aprender, era porque as “aulas de substituição” nos cansavam mais do que as outras. Os professores não nos conheciam, abusávamos deles e era como voltar ao zero.
Eu era pequenina. E nunca me passou pela cabeça pensar no lado dos professores.Até ao dia 1 de Março.

Foi o culminar de tudo. Durante semanas e semanas ouvi a minha mãe, uma das melhores professoras de Inglês que conheci,  o meu pilar, a minha luz, a minha companhia, a encher a boca séria com a palavra depressão. A seguir vinham os tremores, as preocupações, as queixas de pais, as crianças a quem não conseguimos chamar crianças porque são tão indisciplinadas que parece que lhes falta a meninice. Acreditem ou não, há pais que não sabem o que estão a criar. Como dizia um amigo meu: “Antigamente, fazíamos asneiras na escola e quando chegávamos a casa levávamos uma chapada do pai ou da mãe. Hoje, os miúdos fazem asneiras e os pais vão à escola para dar a dita chapada nos professores”. Sim, nos professores. Aqueles que tomam conta de tantos filhos cujos pais não têm tempo nem paciência para os educar. Sim, os professores que fazem de nós adultos competentes, formados, civilizados. Ou faziam, porque agora não conseguem.

A minha mãe levou a maior chapada de todas e não resistiu. Desculpem o dramatismo mas a escola, o sistema educativo, a educação especial, a educação sexual, as provas de aferição e toda aquela enormidade de coisas que não consigo sequer enumerar levaram deste mundo uma das melhores pessoas que por cá andaram. E revolta-me não conseguir fazer-lhe justiça.

Professores e responsáveis pela educação, espero que leiam isto e acordem, revoltem-se, manifestem-se (ainda mais) mas, sobretudo e acima de qualquer outra coisa, conversem e ajudem-se uns aos outros. Levem a história da minha mãe para as bocas do mundo, para as conversas na sala dos professores e nos intervalos, a história de uma mulher maravilhosa que se suicidou não por causa de uma vida instável, não por causa de uma família desestruturada, não por dificuldades económicas, não por desgostos amorosos mas por causa de um trabalho que amava, ao qual se dedicou de alma e coração durante 36 anos.  

De todos os problemas que a minha mãe teve no trabalho desde que me conheço (todos os temos, todos os conhecemos), nunca ouvi a palavra “incapaz” sair da boca dela. Nunca a vi tão indefesa, nunca a conheci como desistente, nunca pensei ouvir “ando a enganar-me a mim mesma e não sei ser professora”. Mas era verdade. Ela soube. Ela foi. Ela ensinou centenas de crianças, ela riu, ela fez o pino no meio da sala de aulas, ela escreveu em quadros a giz e depois em quadros electrónicos. Ela aprendeu as novas tecnologias. O que ela não aprendeu foi a suportar a carga imensa e descabida que lhe puseram sobre os ombros sem sentido rigorosamente nenhum. Eu, pelo menos, não o consigo ver.

E, assim, me manifesto contra toda esta gentinha que desvaloriza os professores mais velhos, que os destrói e os obriga a adaptarem-se a uma realidade que nunca conheceram. E tudo isto de um momento para o outro, sem qualquer tipo de preparação ou ajuda.

Esta, sim, é a minha maneira de me revoltar contra aquilo que a minha mãe não teve forças para combater. Quem me dera ter conseguido aliviá-la, tirar-lhe aquela carga estupidamente pesada e que ninguém, a não ser quem a vive, compreende. Eu vivi através dela e nunca cheguei a compreender. Professores, ajudem-se. Conversem. E, acima de tudo, não deixem que a educação seja um fardo em vez de ser a profissão que vocês escolheram com tanto amor.
Pensem no amor. E, com ele, honrem a vida maravilhosa que a minha mãe teve, até não poder mais."

Sara Fidalgo


retirado daqui

Bom dia, alegria

Hoje o dia não está lá muito feliz, mas de qualquer forma sempre dá tempo e disponibilidade para um passeiozito pela serra, a ver paisagens, ouvir passarinhos a cantar, ver cabritas a pastar, enfim... Pode parecer estúpido, mas adoro dias assim ...e ainda mais aproveitá-los para dar um giro pelo campo e pela serra.
Adoro!




Parque Natural da Serra de S. Mamede

Nenhuma destas fotografias foi tirada hoje, e poderia pôr mais mas ficará para outros posts, de qualquer forma penso que dá para perceber a beleza do parque, mesmo em dias de chuva. 

sexta-feira, 16 de março de 2012



Hoje acordei cedo.
Uma amiga decidiu ligar-me às 8:30 h da manhã para a ajudar com uns trabalhos e lhe fazer companhia enquanto ia para o estágio. Não é que me queixe, pelo contrário, eu adoro acordar cedo, simplesmente desde que tenho estado mais tempo em casa e com pouco para fazer tenho tido mais preguiça e pouco ou nada tenho feito, então acabo por dormir até tarde e nunca, por mais que tente, consigo madrugar.
Para além de que, tenho passado as noites em branco, não por preocupações do futuro, mas sim lembrança do passado e saudade... Têm-me vindo muitas coisas à memória. Coisas que aconteceram quando era pequena e me marcaram para sempre, coisas que eu fiz e que me arrependo, coisas que não fiz e que me arrependo também, saudades de quem já foi meu amigo, etc etc....
Não sei porque é que agora é que vieram estes "fantasmas" do passado, mas depois não admira que passe os dias melancólica.

Pedaços de mim

Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos

Sou feito de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão

Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci

Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante

Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas

Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir, para não enfrentar
sorri para não chorar

Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei

Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.

Martha Medeiros


Penso que este poema decerto servirá para descrever a vida de muitos de nós... inclusive a minha pois revejo-me bastante nele.

O contrário do amor

"O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.


O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.


Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.


Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Óscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.


Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto."

Martha Medeiros

quinta-feira, 15 de março de 2012

Esquecer

Por vezes gostava que todos os problemas no mundo desaparecessem pelo simples facto de não pensarmos neles. Ignorássemos tudo aquilo que de mal nos acontece, a nós e aos outros e nos esquecêssemos que há maldade, injustiças, ofensas e mágoas que duram a vida toda.
Era tão bom que viver pudesse ser assim e não tivéssemos que crescer nunca...

"Melancolía" - Edvard Munch

"Beleza Colorida"


"Glória a Deus pelas coisas matizadas -
Pelo firmamento de cores combinadas como uma vaca malhada;
Pelos sinais rosados, pontilhados, das trutas nadando;
Pela queda das folhas amarelas de castanheiros;
Pelas asas dos tentilhões;
Pelas terras divididas e unidas - onduladas, alouradas e lavradas;
E todos os ofícios, os seus aparelhos e apetrechos preparando..."

Gerard Manley Hopkins

quarta-feira, 14 de março de 2012

Despedida

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,

seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, 
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.


A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.


A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos. 
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, 
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…


Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. 
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, 
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual 
a gente se apega. Faz parte de nós. 
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, 
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente, 
e que só com muito esforço é possível alforriar.


É uma dor mais amena, quase imperceptível. 
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde. 
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos 
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por 
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, 
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.


Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. 
É o arremate de uma história que terminou, 
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente… 
E só então a gente poderá amar, de novo.


Martha Medeiros

Por que você ama quem você ama?



Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não tem a maior vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte para mim.

Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar (ou quase). Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém. Com um currículo desse, criatura, por que diabo está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito do amor da sua vida!

Martha Medeiros

Coração

Porque é que quando nos sentimos triste ou com saudade sentimos um aperto e um vazio no peito?
Não era suposto o coração só servir para bombear sangue para o resto do corpo? Odeio esse sentimento...
Pensar no que passou e no que não passaria se a vida não tivesse corrido como correu. Que vazio...

domingo, 11 de março de 2012

Música do dia


Cláudia Leite - Pensando em você



Tava satisfeita em te ter como amigo
Mas o que será que aconteceu comigo?
Aonde foi que eu errei?
Ás vezes me pergunto se eu não entendi errado
Grande amizade como estar apaixonado
Se for só isso logo vai passar
Mas quando toca o telefone será você
O que estiver fazendo eu paro de fazer
Se fica muito tempo sem me ligar
Arranjo uma desculpa pra te procurar
Que tola, mas eu não consigo evitar

Porque eu só vivo pensando em você
E é sem querer
Você não sai da minha cabeça mais
Eu só vivo acordada a sonhar
Imaginar nós dois
Ás vezes penso ser um sonho impossível, uma ilusão terrível
Será?
Hoje eu pedi tanto em oração
Que as portas do seu coração
Se abrissem pra eu te conquistar
Mas que seja feita a vontade de Deus
E se ele quiser, então não importa quando, onde, como eu vou ter seu coração

Eu faço tudo pra chamar sua atenção
De vez enquanto eu meto os pés pelas mãos
Engulo a seco o ciúme
Quando outra apaixonada quer tirar de mim sua atenção
Coração apaixonado é bobo
Sorriso seu ele derrete todo
O teu charme, teu olhar, tua fala mansa me faz delirar
Mas quanta coisa aconteceu e foi dita
Qualquer mínimo detalhe era pista
Coisas que ficaram para trás
Coisas que você nem lembra mais
Mas eu guardo tudo aqui no meu peito
Tanto tempo estudando teu jeito
Tanto tempo esperando uma chance
Sonho tanto com esse romance
Que tola, mas eu não consigo evitar

Por que eu só vivo pensando em você
E é sem querer
Você não sai da minha cabeça mais
Eu só vivo acordada a sonhar
Imaginar nós dois
Ás vezes penso ser um sonho impossível, uma ilusão terrível
Será?
Hoje eu pedi tanto em oração
Que as portas do seu coração
Se abrissem pra eu te conquistar
Mas que seja feita a vontade de Deus
E se ele quiser, então não importa quando, onde, como eu vou ter seu coração.

O dia que eu não te esqueci.

”(…) porque a vontade de te ter a meu lado, mesmo antes de sequer te conhecer, me fez ficar louca e sentir ciúme de qualquer coisa em que tocasses (…).

A minha cabeça fica cada vez mais confusa, dou por mim a chorar com aquela que - na verdade - nunca foi a tua partida (nunca estiveste aqui) e a sorrir cada vez que me lembro do que me fizeste sentir. 
Espero que passe rapidamente. (…) o medo da tua resposta, ou pior, do teu desprezo.
Estou, estupidamente a escrever a maior merda; nunca soube escrever a ninguém, pelo menos nunca a entregar as minhas pobres palavras a alguém (…).
As pessoas falam comigo e é como se eu estivesse no teu mundo, apenas sorrio. (…) “Estás bem? Fica com o meu lenço.” (…)
(…)
Desculpa, afastei-me de ti por momentos mas juro-te que nem por um segundo saiste do meu pensamento.
(…)
Queria ter-te, queria tanto ter-te.
Tenho medo, tenho muito medo.
Excerto in “O dia que eu não te esqueci” (7312), Dora Pereira Carrilho 


daqui

sábado, 10 de março de 2012

Para vos relembrar algumas das maravilhas do nosso planeta :)



...tudo retirado daqui

Limpeza ao Blog

Hoje andei por aqui a rever algumas das coisas que tinha postado e muitas tinham problemas com as imagens ou  tinham erros de ortografia (o que é inadmissível), por isso espero que tenha corrigido todos os erros.

O engraçado é que pude reparar em algo que uma vez um amigo meu me disse: o meu blog nem parece escrito por mim, a forma como escrevo é completamente "diferente" de mim. Bem, claro que não há diferença nenhuma em mim e sim na forma como as pessoas me conhecem e na forma como escrevo (algo mais formal, não tão "despassarado" como sou eu no dia-a-dia). Muito possivelmente se houvesse colegas meus que viessem ler o blog e não soubessem de quem seria, nunca iriam dizer que é escrito por mim, o que não me importa, mas seria engraçado...

Me vou...Boa Noite


"Se algumas pessoas se afastarem da sua vida, não 

fique triste. Pode ser apenas a resposta da oração: 

Livrai-nos de todo mal. Amén".

A Alegria na Tristeza





"O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.


O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.


Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.


Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.


Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.


Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.


Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada."

Martha Medeiros

Há lá coisa mais triste?!

Há lá coisa mais triste vir uma rapariga que supostamente conheces (não tua amiga do coração, mas ex-colega tua com quem já saiste e falaste) falar-te e nem se quer te lembras da cara dela?
Para mim não há, até porque isso acontece-me constantemente e já é algo que percebi ser mesmo de mim (e que tenho que mudar, se conseguir), mas e agora tentar que as outras percebam isso? Pois....

Se aqui tivesse um buraco....enfiava-me lá! Que tristeza!...

quinta-feira, 8 de março de 2012


Música do dia


Alejandro Sanz feat. Alicia Keys - Looking for Paradise


Everybody say oh oh oh oh



Driving in a fast car

Trying to get somewhere
Don´t know where I´m going
But i gotta get there


A veces me siento perdido
Inquieto, solo y confundido
Entonces me ato a las estrellas
Y al mundo entero le doy vueltas


I'm singing for somebody like you
Sorta like me baby
Yo canto para alguien como tú
Pon la oreja, nena

Oh oh oh oh…


Estoy buscando ese momento
La música, que cuando llega
Me llena con su sentimiento
Con sentimiento, vida llena


Walking down the sideway
Looking for innocence
Trying to find my way
Trying to make some sense


Yo canto para alguien como tú
Sólo como tú, baby


I'm singing for somebody like you
What about you


I'm singing for someone
Someone like you
Tú, dime a quién le cantas'
Cause there's something about you there
Speaks to my heart
Speaks to my soul


I'm singing for someone
Sorta like you
Yo canto para alguien
Someone like you, someone like me
Sólo como tú, oh, my sister
Todo el mundo va buscando ese lugar
Looking for paradise


Oh oh oh oh…


A ese corazón herido
La música le da sentido
Te damos con la voz tus alas
Le damos a tus pies camino


Oh is anybody out there
Feel like i feel
Trying to find a better way
So we can heal


I'm singing for somebody like you
Sorta like me baby
Yo canto para alguien como tú
Sólo como tú
What about you?


Yo canto para ti
I'm singing for someone
Yo canto para alguien'
Cause there's something about you there
Speaks to my heart
Speaks to my soul


I'm singing for someone
I'm singing
Sorta like you
Yo canto para alguien
Someone like you, someone like me
Sólo como tú, oh, my sister
Todo el mundo va buscando ese lugar
Looking for paradise

A DOR QUE DÓI MAIS


Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas. 
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.


Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.


Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.


Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

Martha Medeiros
"Ás vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido."

Fernando Pessoa



(de uma página do Facebook)

Porque prometi...

Se há coisa que adoro fazer é ler e pesquisar pensamentos de pessoas que admiro (visto que nem sempre tenho a oportunidade e o tempo de ler os seus livros ou de acompanhar sempre o seu trabalho) mas como prometido, pesquisei (e ainda continuo) a obra de Martha Medeiros e pelo que li e que vejo no que escreveu é uma mulher daquelas que eu um dia gostaria de ser... Mulher com M grande!
Irei postar algumas citações "soltas" e, mais tarde, outros textos que estou a achar interessante partilhar... daqueles que nos servem de consolo quando tudo está mal e que servem de apoio quando precisamos, daqueles que nos fazem lembrar que não estamos sozinhos no mundo e não somos os únicos a passar por algo assim.


"Excesso de expectativa é o caminho mais curto para a frustração." 

*

"Não consigo gostar mais ou menos das pessoas, e não quero essa condescendência também."

*

"Apenas para seguir em frente. Primeiro porque nenhum amor deve ser mendigado. Segundo, porque todo o amor deve ser recíproco."

*


"Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande, é a sua sensibilidade sem tamanho."


*



A TODOS...

"A todos trato muito bem
sou cordial, educada, quase sensata,
mas nada me dá mais prazer
do que ser persona non grata
expulsa do paraíso
uma mulher sem juízo, que não se comove
com nada
cruel e refinada
que não merece ir pro céu, uma vilã de novela
mas bela, e até mesmo culta
estranha, com tantos amigos
e amada, bem vestida e respeitada
aqui entre nós
melhor que ser boazinha é não poder ser imitada."


*

"Desde que tomei gosto pelo ato de respirar e me senti atraída pelos dias que estavam por vir, horas repletas de novidade, que passei a sentir o sabor das coisas de uma forma muito entusiasmada, desde que eu soube que podia pensar e que o pensamento era livre, que dentro do meu pensamento ninguém poderia me achar, e eu descobri que pessoas tinham cheiro, desde lá até aqui eu me pergunto: porque não me oferecer para aquilo que não fui preparada? Eu tenho as armas de que necessito para me defender, e mesmo que eu perca, eu ganho."
Martha Medeiros

Amanhã postarei mais.
E porque já passa da meia noite, para todas as mulheres:

Feliz Dia da Mulher!


quarta-feira, 7 de março de 2012

A pílula e o preservativo

Desculpem lá a minha revolta, mas falo de algo que já me aconteceu e amaria pensar que tivesse sido unicamente comigo: Desde quando é que por uma mulher estar a tomar a pílula o preservativo é dispensável? Esta malta jovem nunca ouviu falar em DST's?!
A mim já me aconteceu (e sei que a amigas minhas também, pois já me contaram experiências parecidas) dizer à pessoa em questão com quem estava que tomava a pílula e ela querer ter relações sem preservativo. Por estes motivos e por outros é que depois há gravidezes indesejadas (sim, porque nem sempre também elas têm cuidados) e doenças que não se sabe de onde vêm!
Este é dos poucos casos que me faz perder por completo o respeito pela pessoa em causa, visto que não respeita a companheira também não merecerá nada da outra parte.
Tenho muita pena de haver ainda homens (psicologicamente são miúdos, claro) a pensar assim...

Falta de inspiração

Penso eu de mim para mim (e também para amigas minhas que padecem do mesmo mal que eu) que sendo nós pessoas tão interessantes na vida real (porque já nos disseram isso tanta vez e sabemos que sim, modéstia à parte) não temos imaginação suficiente para manter um blog cá pelo vasto mundo da Internet...

Ás pessoas que neste momento pensam "- Que grande mentirosa, está a dizer aquilo só para se armar", digo-lhes: pensam mal. Não sendo eu pessoa para me gabar de nada (vá, em algumas coisas confesso que o faço) tenho a perfeita consciência dos meus defeitos e virtudes (a maior parte, digamos assim) e este realmente é um deles. Passo os olhos pela blogosfera de quando em vez e encontro blogues muitíssimo interessantes por aí e todos eles conseguem algo que eu não consigo: posts interessantes com relativa frequência.

Bem, só por aí tenho a pedir desculpa pela minha falta de cuidado e de inspiração, que me leva a basear o meu blog mais em imagens e pensamentos do que em partilha de palavras minhas (além de que tento neste momento endireitar a minha vida e isso toma-me um certo tempo) mas, ainda assim, prometo, sempre que me ocorra algo interessante a partilhar, expô-lo aqui mal tenha oportunidade.

segunda-feira, 5 de março de 2012

"A mulher interessante não é propriamente bonita, mas tem personalidade, tem postura, tem um enigma no fundo dos olhos e uma malícia que inquieta a todos quando sorri.
As pessoas se questionam. O que é que essa mulher tem?!
Ela tem algo. Pronome indefinido: algo.
Ficar bonitinha, muitas conseguem, mas ter algo é para poucas."
Martha Medeiros